Engenharia Genética

O presente blog foi criado com o propósito de melhorar e aprofundar os conhecimentos científicos acerca da temática da Biotecnologia. Nele vão poder encontrar notícias actuais, imagens alusivas ao tema em estudo,documentos e diversos artigos...Tudo para um enriquecimento dos nossos conhecimentos acerca da disciplina Biologia...

domingo, abril 30, 2006

Doença sanguínea congénita tratada com terapia genética

Uma equipa de cientistas suíços e alemães conseguiu, pela primeira vez, curar uma doença sanguínea congénita através de tratamento genético. Esta experiência, foi realizada durante um ano e meio a dois doentes de 25 e 26 anos afectados por uma granulomatose séptica, uma deficiência do sistema imunitário que pode levar à morte. Segundo a investigação, os especialistas do hospital pediátrico universitário de Zurique e dois colegas alemães de Frankfurt extraíram células-estaminais do sangue dos doentes, munindo-as de uma cópia saudável do gene defeituoso. Depois, transplantaram-nas novamente na medula óssea dos jovens. O sucesso da experiência deveu-se à utilização de um condutor aperfeiçoado e especialmente concebido para a ocasião, bem como a administração de sessões de quimioterapia "suaves" para destruir as células portadoras de genes defeituosos e a melhor implantação das saudáveis. Apesar da experiência, os especialistas mantêm uma certa cautela, uma vez que o risco de leucemia nos transplantados permanece e ainda não foi determinada a duração dessa resposta terapêutica. De acordo com o estudo, há uma possibilidade do sistema inactivar os genes modificados levando ao seu consequente desaparecimento.

terça-feira, março 28, 2006

Cientistas descobrem gene responsável pela pele seca

Uma equipa de cientistas internacionais, em conjunto com a Universidade de Dundee, na Escócia, descobriram o gene responsável pela pele seca, que favorece o aparecimento de eczema e de asma. Segundo o estudo, publicado na revista “Nature Genetics”, o gene descoberto é responsável pela produção da proteína filagrina, que actua na formação de uma camada protectora da epiderme. A proteína filagrina encontra-se nas camadas externas da pele, impedindo a entrada de bactérias e vírus assim como a saída de água, o que mantém a pele hidratada. A descamação e secura da pele são provocadas pela ausência desta proteína. O estudo demonstra também que numa parte da população, uma mutação genética desactiva o gene responsável pela produção da filagrina. As pessoas cujo organismo produz metade da quantidade normal de filagrina têm sintomas leves de secura da pele, quando o organismo não produz nenhuma filagrina, os casos são mais graves. Com esta descoberta os cientistas esperam encontrar formas mais eficazes de tratar o eczema, agindo não só nos sintomas mas principalmente nas causas. As terapêuticas que estão disponíveis funcionam à base de emolientes, hidratantes e anti-inflamatórios.

segunda-feira, março 27, 2006

Encontradas células estaminais junto à medula óssea

As células estaminais proliferam na periferia e não no corpo central da medula óssea, concluem investigadores norte-americanos e japoneses num artigo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”. Os cientistas afirmam que estas células ao serem transplantadas multiplicam-se dando origem a células imunológicas ou de outro tipo. De acordo com a equipa de investigadores da Medical School at the University of Michigan, EUA, e da Universidade de Tsukuba (Japão) estas células foram localizadas através de uma nova técnica que as permitiu visualizar claramente. A técnica consistiu na inserção de um gene fluorescente tirado de uma medusa em dois genes que só existem nos glóbulos do sangue o que fez com que as células estaminais brilhassem sob uma luz ultravioleta, explicaram os cientistas. A localização destas células era até agora difícil uma vez que só era possível identificar através das proteínas ou marcadores que se encontram à sua superfície. Ao contrário do que se pensava as células não estão agrupadas por todo o corpo da medula óssea, mas nos seus “arredores”. Esta descoberta irá facilitar o enxerto destas células no combate a doenças como o cancro.

segunda-feira, março 20, 2006

Cientistas atribuem a dois genes 74% dos casos de cegueira nos idosos

Três em cada quatro casos de doenças que causam cegueira nas pessoas mais velhas devem-se à acção de dois genes, segundo as últimas investigações.
Cientistas das Universidades de Iowa e Columbia, Nova Iorque, descobriram que 74% dos pacientes que sofrem da chamada degeneração macular relacionada com a idade sofreram mutações em um ou dois genes.
Essa degeneração macular afecta a retina de cerca de 10% das pessoas com mais de 60 anos.
Os cientistas conseguiram compreender a maioria dos transtornos devidos a uma única mutação genética, como a doença de Hungtington ou a fibrose cística.
Contudo, é difícil determinar o que origina outras situações em que intervém mais do que uma mutação genética.
A degeneração macular causa a perda gradual de visão, devido a danos provocados na mácula, uma zona especialmente sensível do centro da retina e que é responsável por uma boa visão.
Embora se saiba há muito tempo que esta doença tem um forte componente hereditário, as últimas investigações indicam que várias variantes de um gene conhecido como Factor H aumentam as probabilidades de desenvolvê-la.
O Factor H produz uma proteína que dá por terminada a resposta imunológica a uma infecção bacteriana ou virológica, uma vez eliminados os elementos patogénicos, o que evita danos no tecido saudável.
Contudo, as mutações desse gene parecem provocar uma forte inflamação que pode danificar a retina.
Mas o factor H apenas explica entre 30 e 60% dos casos dessa degeneração macular, pelo que os cientistas se dedicaram a estudar outros genes.
Assim, uma nova análise genética a 1.300 pessoas levou os cientistas à conclusão de que um segundo gene, conhecido como Factor B, tem também um impacto significativo nessa enfermidade ocular.
Este segundo factor desencadeia, em vez de travar, a resposta imunológica.
Segundo o estudo publicado na «Nature Genetics», os dois factores são responsáveis por 74% dos casos registados dessa doença.
diariodigital.sapo.pt

Piripiri contra o cancro da próstata

Investigadores norte-americanos descobrem benefícios de substância das malaguetas. Descobriram que a substância picante do piripiri tem a propriedade de provocar o "suicídio" das células cancerosas da próstata.

Segundo um estudo do Instituto de Oncologia do Hospital Cedars-Sinai e da Universidade da Califórnia em Los Angeles, a injecção de capsaicina (o alcalóide existente no piripiri) nas células cancerosas na próstata provoca a sua apoptose, ou seja a sua destruição por fragmentação. Cerca de 80% das células cancerosas humanas da próstata foram destruídas em ratinhos portadores depois de terem recebido aquela substância. "A capsaicina teve um efeito anti-proliferante profundo nas culturas de células humanas de cancro da próstata", sublinhou Soeren Lehmann, um dos autores do estudo.

sábado, março 18, 2006

Gene de peixe ajuda a entender cancro

Um gene identificado em um peixe comum em aquários deu a primeira pista importante para a compreensão da variedade de cores da pele entre seres humanos. Mas a pesquisa não é mera curiosidade científica. O gene também poderá servir de base, no futuro, para tratar uma forma letal de cranco de pele. O peixe de listas horizontais azuis e amarelas, nome científico Danio rerio, é um dos animais favoritos para estudos genéticos. A cor da pele em seres humanos é determinada pelo pigmento melanina, que protege contra radiação ultravioleta que pode causar cranco. A incidência da doença tende a ser maior em populações de pele clara vivendo em locais de sol intenso, como a Austrália. "O melanoma maligno é um cancro de pele altamente letal que no momento não tem tratamento eficaz. O objectivo de um tipo de tratamento, a imunoterapia, é atacar partes das células malignas, e com isso matá-las. Proteínas encontradas nas células de pigmento, de onde deriva o melanoma, são alvos comuns para a imunoterapia", disseram os pesquisadores responsáveis, que identificaram o novo gene. Estes descobriram agora que uma versão alterada de um único gene, chamado slc24a5, faz os paulistinhas terem listas mais claras. A variante é conhecida como "dourada". Seres humanos têm um gene semelhante. Ao ser enxertado em peixes da variedade dourada, ele fez com que a cor do peixe revertesse à cor normal da espécie. "A mudança de um só aminoácido [um dos tijolos que constituem as proteínas] no gene desempenha um papel fundamental na pigmentação e explica por que os europeus têm a pele mais clara que os africanos", disse o responsável pela pesquisa. Os paulistinhas dourados apresentam menos e menores compartimentos chamados melanossomos, onde ficam os pigmentos que dão cor ao animal. Os cientistas acreditam que a proteína cuja receita está escrita no gene slc24a5 possa servir de alvo para terapias.
www1.folha.uol.com.br

Diabetes pode ter cura em dez anos

O transplante de células de porcos produtoras de insulina pode significar a cura da diabetes, segundo uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Minnesota.
Os pesquisadores conseguiram curar a doença em macacos, que receberam as chamadas células-ilhota do pâncreas dos suínos. Cientistas já haviam conseguido curar a diabetes do tipo 1 em humanos por meio de transplante de células-ilhota de humanos, mas a demanda por esse tipo de células ultrapassa a capacidade de produzi-las." Os resultados sugerem que é viável usar células-ilhota de porcos como um caminho para a cura de diabetes", comentou o director do estudo.
Segundo ele, testes em humanos podem começar nos próximos três anos. Mas ele avalia que o procedimento somente estaria pronto para ser usado amplamente dentro de uma década. Com um transplante como esses, o paciente não precisaria mais tomar injecções de insulina regularmente. Além disso, a cura evitaria complicações da diabetes como danos ao coração e ao sistema sanguíneo, aos olhos, ao sistema nervoso e aos rins. Os cientistas dizem que o transplante de animal para humano pode ser necessário a fim de tornar essa técnica viável para a cura de milhares de pessoas que sofrem de diabetes. Para evitar problemas de rejeição das células dos porcos, os pesquisadores trabalharam para aperfeiçoar uma combinação de medicamentos. "Agora que identificamos caminhos críticos envolvidos no reconhecimento imunológico e rejeição de células-ilhota transplantadas de porcos, podemos começar a trabalhar melhor e de forma mais segura em terapias com o eventual objectivo de tratamento em pessoas."

www1.folha.uol.com.br

sexta-feira, março 17, 2006

Crianças urbanas têm menos imunidade às bactérias


Agostinho Marques, director do serviço de pneumologia do hospital de São João, diz que as crianças da cidade têm um sistema imunitário mais fraco do que as crianças do campo.

Afinal, aquilo que as pessoas julgavam ser benéfico para o desenvolvimento das crianças pode prejudicar o sistema imunitário dos mais novos.
Antigamente, «as crianças brincavam na terra, com animais, com coisas de madeira e iam adquirindo a sua imunidade à medida que se iam afastando da imunidade da mãe», explica.Mas este método, «de os pôr em ambientes estéreis faz com que não contactem com aquelas bactérias não patogénicas que lhes davam imunidade e passam a ter muitos mais problemas de saúde», avisa.O médico avisa que os estudos mostram que «as crianças da cidade têm por isso mais problemas de saúde, quando são adultos, do que as crianças do campo».Alias, «já se sabe há muito tempo que os doentes adultos que têm bronquite crónica relacionada com o tabaco, por exemplo, têm uma história clínica normalmente relacionada com infecções que tiveram durante a infância», avisa Agostinho Marques.

www.tsf.pt

Laboratório anuncia vacina na luta contra cancro do colo do útero

A primeira vacina para o cancro do colo do útero, que em cada ano mata mais de 274 mil mulheres em todo o mundo, poderá vir a estar disponível a partir do final de 2006.

A notícia vem do laboratório Merck, que anunciou os resultados de um estudo realizado em 12 mil jovens, e onde a vacina experimental contra duas estirpes do papilomavirus humano (PVH) - responsáveis por 70% dos casos deste tipo de cancro - provou ser 100% eficaz na prevenção.A investigação durou dois anos e incidiu sobre 12 167 mulheres de 13 países diferentes, com idades compreendidas entre os 16 e os 23 anos. Metade tomou a vacina e a outra metade um placebo entre as que tomaram a vacina, chamada Gardasil, nenhuma das mulheres desenvolveu cancro ou alterações pré-cancerosas do colo do útero. Já no grupo do placebo, essas modificações ocorreram em 21 casos.Antes do final deste ano, a multinacional farmacêutica vai pedir autorização à agência norte-americana dos medicamentos (FDA, sigla em inglês), para comercializar a vacina, podendo a mesma vir a estar à venda nas farmácias já em finais de 2006. Os autores do estudo defendem que a vacina venha a ser administrada a raparigas entre os 10 e os 13 anos, mas também a rapazes, como forma de evitar que, mais tarde, venham a passar o vírus às suas parceiras sexuais.

Cientistas criam vacina contra otites

Cientistas da República Checa desenvolveram uma vacina que pode ajudar a prevenir otites em crianças pequenas.
Estas infecções nos ouvidos podem ser muito dolorosas sendo que, muito raramente, provocam problemas de longo prazo. De acordo com a revista médica ‘The Lancet’, a vacina é efectiva contra as duas bactérias streptococcus pneumoniae e haemophilus influenzae, contendo proteínas suas derivadas. Esta vacina, ou outra contra a hepatite A, já foi administrada a cerca de cinco mil bebés com idade entre três e 15 meses, que foram acompanhados até os 2 anos pelos investigadores, constatando-se que as 333 crianças vacinadas tiveram uma infecção leve no ouvido, comparadas a 499 no grupo de controlo. Roman Prymula, líder do estudo da Universidade de Defesa em Hradec Kralove, afirma que se constatou “uma redução de cerca de um terço no número de casos de otite aguda confirmados por especialistas”.

China testa medicamento à base de plantas contra hepatite B

A China começou a testar em 200 voluntários um novo medicamento à base de uma planta para avaliar a sua eficácia contra os vírus da sida e da hepatite B.
Os testes, que deverão durar seis meses, estão a ser realizados por uma equipa de investigadores da Academia Militar de Ciências.
Se a sua eficácia for demonstrada, o medicamento estará disponível no mercado dentro de dois anos.
Os responsáveis acrescentaram que o medicamento, extraído da erva chinesa «Inula britannic», age sobre os dois vírus de uma maneira diferente dos fármacos actualmente comercializados.
E o seu preço será “muito mais baixo”, já que conseguiram sintetizar a planta.

diariodigital.sapo.pt

sexta-feira, março 10, 2006

O que é clonagem?

Define-se a clonagem como um método científico artificial de reprodução que utiliza células somáticas (aquelas que formam órgãos, pele e ossos ) no lugar do óvulo e do espermatozóide. É um método artificial, pois, como é sabido, na natureza, os seres vivos reproduzem-se através de células sexuais e não por células somáticas. As excepções deste tipo de reprodução são os vírus, as bactérias e diversos seres unicelulares.

A primeira experiência com clonagem de animais ocorreu no ano de 1996, na Escócia, no Instituto de Embriologia Roslin. O embriologista responsável foi o doutor Ian Wilmut. Conseguiu clonar uma ovelha, baptizada de Dolly. Após esta experiência, vários animais foram já clonados( bois, cavalos, ratos, porcos, cães).
Embora as técnicas de clonagem tenham avançado nos últimos anos, a clonagem de seres humanos ainda está muito longe de acontecer. Além de alguns limites científicos, a questão ética e religiosa tem se tornado um anteparo para este tipo de pesquisas. De um lado, as religiões, principalmente cristãs, colocam-se radicalmente contra qualquer experiência neste sentido. Por outro, governos de vários países proíbem por considerar um desrespeito à ética do ser humano.
A clonagem ainda não foi entendida por completo pelos médicos e cientistas, no que se refere aos conhecimentos teóricos. Na teoria seria impossível fazer células somáticas actuarem como sexuais, pois nas somáticas quase todos os genes estão desligados. Mas, a ovelha Dolly é um exemplo já que foi gerada a partir de células somáticas mamárias retiradas de um animal adulto. A parte nuclear das células, onde encontramos genes, foram armazenadas. Na fase seguinte, os núcleos das células somáticas foram introduzidos dentro dos óvulos de uma outra ovelha, de onde haviam sido retirados os núcleos. Desta forma, formaram-se células artificiais. Através de um choque eléctrico, as células foram estimuladas, após um estado em que ficaram “adormecidas". Os genes passaram a agir novamente e formaram novos embriões, que introduzidos no útero de uma ovelha acabou por gerar a ovelha Dolly.A ovelha Dolly morreu alguns anos depois da experiência e apresentou características de envelhecimento precoce. O telómero (parte do cromossoma responsável pela divisão celular) pode ter sido a causa do envelhecimento precoce do animal. Por isso, o telómero tem sido alvo de pesquisas no mundo científico. Os dados estão sendo até hoje analisados, com o objectivo de se identificar os problemas ocorridos no processo de clonagem.A embriologia e a engenharia genética têm feito pesquisas também com células-tronco e na produção de órgãos de animais, por meio de métodos semelhantes aos da clonagem.

By: Catarina