Engenharia Genética

O presente blog foi criado com o propósito de melhorar e aprofundar os conhecimentos científicos acerca da temática da Biotecnologia. Nele vão poder encontrar notícias actuais, imagens alusivas ao tema em estudo,documentos e diversos artigos...Tudo para um enriquecimento dos nossos conhecimentos acerca da disciplina Biologia...

terça-feira, março 28, 2006

Cientistas descobrem gene responsável pela pele seca

Uma equipa de cientistas internacionais, em conjunto com a Universidade de Dundee, na Escócia, descobriram o gene responsável pela pele seca, que favorece o aparecimento de eczema e de asma. Segundo o estudo, publicado na revista “Nature Genetics”, o gene descoberto é responsável pela produção da proteína filagrina, que actua na formação de uma camada protectora da epiderme. A proteína filagrina encontra-se nas camadas externas da pele, impedindo a entrada de bactérias e vírus assim como a saída de água, o que mantém a pele hidratada. A descamação e secura da pele são provocadas pela ausência desta proteína. O estudo demonstra também que numa parte da população, uma mutação genética desactiva o gene responsável pela produção da filagrina. As pessoas cujo organismo produz metade da quantidade normal de filagrina têm sintomas leves de secura da pele, quando o organismo não produz nenhuma filagrina, os casos são mais graves. Com esta descoberta os cientistas esperam encontrar formas mais eficazes de tratar o eczema, agindo não só nos sintomas mas principalmente nas causas. As terapêuticas que estão disponíveis funcionam à base de emolientes, hidratantes e anti-inflamatórios.

segunda-feira, março 27, 2006

Encontradas células estaminais junto à medula óssea

As células estaminais proliferam na periferia e não no corpo central da medula óssea, concluem investigadores norte-americanos e japoneses num artigo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”. Os cientistas afirmam que estas células ao serem transplantadas multiplicam-se dando origem a células imunológicas ou de outro tipo. De acordo com a equipa de investigadores da Medical School at the University of Michigan, EUA, e da Universidade de Tsukuba (Japão) estas células foram localizadas através de uma nova técnica que as permitiu visualizar claramente. A técnica consistiu na inserção de um gene fluorescente tirado de uma medusa em dois genes que só existem nos glóbulos do sangue o que fez com que as células estaminais brilhassem sob uma luz ultravioleta, explicaram os cientistas. A localização destas células era até agora difícil uma vez que só era possível identificar através das proteínas ou marcadores que se encontram à sua superfície. Ao contrário do que se pensava as células não estão agrupadas por todo o corpo da medula óssea, mas nos seus “arredores”. Esta descoberta irá facilitar o enxerto destas células no combate a doenças como o cancro.

segunda-feira, março 20, 2006

Cientistas atribuem a dois genes 74% dos casos de cegueira nos idosos

Três em cada quatro casos de doenças que causam cegueira nas pessoas mais velhas devem-se à acção de dois genes, segundo as últimas investigações.
Cientistas das Universidades de Iowa e Columbia, Nova Iorque, descobriram que 74% dos pacientes que sofrem da chamada degeneração macular relacionada com a idade sofreram mutações em um ou dois genes.
Essa degeneração macular afecta a retina de cerca de 10% das pessoas com mais de 60 anos.
Os cientistas conseguiram compreender a maioria dos transtornos devidos a uma única mutação genética, como a doença de Hungtington ou a fibrose cística.
Contudo, é difícil determinar o que origina outras situações em que intervém mais do que uma mutação genética.
A degeneração macular causa a perda gradual de visão, devido a danos provocados na mácula, uma zona especialmente sensível do centro da retina e que é responsável por uma boa visão.
Embora se saiba há muito tempo que esta doença tem um forte componente hereditário, as últimas investigações indicam que várias variantes de um gene conhecido como Factor H aumentam as probabilidades de desenvolvê-la.
O Factor H produz uma proteína que dá por terminada a resposta imunológica a uma infecção bacteriana ou virológica, uma vez eliminados os elementos patogénicos, o que evita danos no tecido saudável.
Contudo, as mutações desse gene parecem provocar uma forte inflamação que pode danificar a retina.
Mas o factor H apenas explica entre 30 e 60% dos casos dessa degeneração macular, pelo que os cientistas se dedicaram a estudar outros genes.
Assim, uma nova análise genética a 1.300 pessoas levou os cientistas à conclusão de que um segundo gene, conhecido como Factor B, tem também um impacto significativo nessa enfermidade ocular.
Este segundo factor desencadeia, em vez de travar, a resposta imunológica.
Segundo o estudo publicado na «Nature Genetics», os dois factores são responsáveis por 74% dos casos registados dessa doença.
diariodigital.sapo.pt

Piripiri contra o cancro da próstata

Investigadores norte-americanos descobrem benefícios de substância das malaguetas. Descobriram que a substância picante do piripiri tem a propriedade de provocar o "suicídio" das células cancerosas da próstata.

Segundo um estudo do Instituto de Oncologia do Hospital Cedars-Sinai e da Universidade da Califórnia em Los Angeles, a injecção de capsaicina (o alcalóide existente no piripiri) nas células cancerosas na próstata provoca a sua apoptose, ou seja a sua destruição por fragmentação. Cerca de 80% das células cancerosas humanas da próstata foram destruídas em ratinhos portadores depois de terem recebido aquela substância. "A capsaicina teve um efeito anti-proliferante profundo nas culturas de células humanas de cancro da próstata", sublinhou Soeren Lehmann, um dos autores do estudo.

sábado, março 18, 2006

Gene de peixe ajuda a entender cancro

Um gene identificado em um peixe comum em aquários deu a primeira pista importante para a compreensão da variedade de cores da pele entre seres humanos. Mas a pesquisa não é mera curiosidade científica. O gene também poderá servir de base, no futuro, para tratar uma forma letal de cranco de pele. O peixe de listas horizontais azuis e amarelas, nome científico Danio rerio, é um dos animais favoritos para estudos genéticos. A cor da pele em seres humanos é determinada pelo pigmento melanina, que protege contra radiação ultravioleta que pode causar cranco. A incidência da doença tende a ser maior em populações de pele clara vivendo em locais de sol intenso, como a Austrália. "O melanoma maligno é um cancro de pele altamente letal que no momento não tem tratamento eficaz. O objectivo de um tipo de tratamento, a imunoterapia, é atacar partes das células malignas, e com isso matá-las. Proteínas encontradas nas células de pigmento, de onde deriva o melanoma, são alvos comuns para a imunoterapia", disseram os pesquisadores responsáveis, que identificaram o novo gene. Estes descobriram agora que uma versão alterada de um único gene, chamado slc24a5, faz os paulistinhas terem listas mais claras. A variante é conhecida como "dourada". Seres humanos têm um gene semelhante. Ao ser enxertado em peixes da variedade dourada, ele fez com que a cor do peixe revertesse à cor normal da espécie. "A mudança de um só aminoácido [um dos tijolos que constituem as proteínas] no gene desempenha um papel fundamental na pigmentação e explica por que os europeus têm a pele mais clara que os africanos", disse o responsável pela pesquisa. Os paulistinhas dourados apresentam menos e menores compartimentos chamados melanossomos, onde ficam os pigmentos que dão cor ao animal. Os cientistas acreditam que a proteína cuja receita está escrita no gene slc24a5 possa servir de alvo para terapias.
www1.folha.uol.com.br

Diabetes pode ter cura em dez anos

O transplante de células de porcos produtoras de insulina pode significar a cura da diabetes, segundo uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Minnesota.
Os pesquisadores conseguiram curar a doença em macacos, que receberam as chamadas células-ilhota do pâncreas dos suínos. Cientistas já haviam conseguido curar a diabetes do tipo 1 em humanos por meio de transplante de células-ilhota de humanos, mas a demanda por esse tipo de células ultrapassa a capacidade de produzi-las." Os resultados sugerem que é viável usar células-ilhota de porcos como um caminho para a cura de diabetes", comentou o director do estudo.
Segundo ele, testes em humanos podem começar nos próximos três anos. Mas ele avalia que o procedimento somente estaria pronto para ser usado amplamente dentro de uma década. Com um transplante como esses, o paciente não precisaria mais tomar injecções de insulina regularmente. Além disso, a cura evitaria complicações da diabetes como danos ao coração e ao sistema sanguíneo, aos olhos, ao sistema nervoso e aos rins. Os cientistas dizem que o transplante de animal para humano pode ser necessário a fim de tornar essa técnica viável para a cura de milhares de pessoas que sofrem de diabetes. Para evitar problemas de rejeição das células dos porcos, os pesquisadores trabalharam para aperfeiçoar uma combinação de medicamentos. "Agora que identificamos caminhos críticos envolvidos no reconhecimento imunológico e rejeição de células-ilhota transplantadas de porcos, podemos começar a trabalhar melhor e de forma mais segura em terapias com o eventual objectivo de tratamento em pessoas."

www1.folha.uol.com.br

sexta-feira, março 17, 2006

Crianças urbanas têm menos imunidade às bactérias


Agostinho Marques, director do serviço de pneumologia do hospital de São João, diz que as crianças da cidade têm um sistema imunitário mais fraco do que as crianças do campo.

Afinal, aquilo que as pessoas julgavam ser benéfico para o desenvolvimento das crianças pode prejudicar o sistema imunitário dos mais novos.
Antigamente, «as crianças brincavam na terra, com animais, com coisas de madeira e iam adquirindo a sua imunidade à medida que se iam afastando da imunidade da mãe», explica.Mas este método, «de os pôr em ambientes estéreis faz com que não contactem com aquelas bactérias não patogénicas que lhes davam imunidade e passam a ter muitos mais problemas de saúde», avisa.O médico avisa que os estudos mostram que «as crianças da cidade têm por isso mais problemas de saúde, quando são adultos, do que as crianças do campo».Alias, «já se sabe há muito tempo que os doentes adultos que têm bronquite crónica relacionada com o tabaco, por exemplo, têm uma história clínica normalmente relacionada com infecções que tiveram durante a infância», avisa Agostinho Marques.

www.tsf.pt

Laboratório anuncia vacina na luta contra cancro do colo do útero

A primeira vacina para o cancro do colo do útero, que em cada ano mata mais de 274 mil mulheres em todo o mundo, poderá vir a estar disponível a partir do final de 2006.

A notícia vem do laboratório Merck, que anunciou os resultados de um estudo realizado em 12 mil jovens, e onde a vacina experimental contra duas estirpes do papilomavirus humano (PVH) - responsáveis por 70% dos casos deste tipo de cancro - provou ser 100% eficaz na prevenção.A investigação durou dois anos e incidiu sobre 12 167 mulheres de 13 países diferentes, com idades compreendidas entre os 16 e os 23 anos. Metade tomou a vacina e a outra metade um placebo entre as que tomaram a vacina, chamada Gardasil, nenhuma das mulheres desenvolveu cancro ou alterações pré-cancerosas do colo do útero. Já no grupo do placebo, essas modificações ocorreram em 21 casos.Antes do final deste ano, a multinacional farmacêutica vai pedir autorização à agência norte-americana dos medicamentos (FDA, sigla em inglês), para comercializar a vacina, podendo a mesma vir a estar à venda nas farmácias já em finais de 2006. Os autores do estudo defendem que a vacina venha a ser administrada a raparigas entre os 10 e os 13 anos, mas também a rapazes, como forma de evitar que, mais tarde, venham a passar o vírus às suas parceiras sexuais.

Cientistas criam vacina contra otites

Cientistas da República Checa desenvolveram uma vacina que pode ajudar a prevenir otites em crianças pequenas.
Estas infecções nos ouvidos podem ser muito dolorosas sendo que, muito raramente, provocam problemas de longo prazo. De acordo com a revista médica ‘The Lancet’, a vacina é efectiva contra as duas bactérias streptococcus pneumoniae e haemophilus influenzae, contendo proteínas suas derivadas. Esta vacina, ou outra contra a hepatite A, já foi administrada a cerca de cinco mil bebés com idade entre três e 15 meses, que foram acompanhados até os 2 anos pelos investigadores, constatando-se que as 333 crianças vacinadas tiveram uma infecção leve no ouvido, comparadas a 499 no grupo de controlo. Roman Prymula, líder do estudo da Universidade de Defesa em Hradec Kralove, afirma que se constatou “uma redução de cerca de um terço no número de casos de otite aguda confirmados por especialistas”.

China testa medicamento à base de plantas contra hepatite B

A China começou a testar em 200 voluntários um novo medicamento à base de uma planta para avaliar a sua eficácia contra os vírus da sida e da hepatite B.
Os testes, que deverão durar seis meses, estão a ser realizados por uma equipa de investigadores da Academia Militar de Ciências.
Se a sua eficácia for demonstrada, o medicamento estará disponível no mercado dentro de dois anos.
Os responsáveis acrescentaram que o medicamento, extraído da erva chinesa «Inula britannic», age sobre os dois vírus de uma maneira diferente dos fármacos actualmente comercializados.
E o seu preço será “muito mais baixo”, já que conseguiram sintetizar a planta.

diariodigital.sapo.pt

sexta-feira, março 10, 2006

O que é clonagem?

Define-se a clonagem como um método científico artificial de reprodução que utiliza células somáticas (aquelas que formam órgãos, pele e ossos ) no lugar do óvulo e do espermatozóide. É um método artificial, pois, como é sabido, na natureza, os seres vivos reproduzem-se através de células sexuais e não por células somáticas. As excepções deste tipo de reprodução são os vírus, as bactérias e diversos seres unicelulares.

A primeira experiência com clonagem de animais ocorreu no ano de 1996, na Escócia, no Instituto de Embriologia Roslin. O embriologista responsável foi o doutor Ian Wilmut. Conseguiu clonar uma ovelha, baptizada de Dolly. Após esta experiência, vários animais foram já clonados( bois, cavalos, ratos, porcos, cães).
Embora as técnicas de clonagem tenham avançado nos últimos anos, a clonagem de seres humanos ainda está muito longe de acontecer. Além de alguns limites científicos, a questão ética e religiosa tem se tornado um anteparo para este tipo de pesquisas. De um lado, as religiões, principalmente cristãs, colocam-se radicalmente contra qualquer experiência neste sentido. Por outro, governos de vários países proíbem por considerar um desrespeito à ética do ser humano.
A clonagem ainda não foi entendida por completo pelos médicos e cientistas, no que se refere aos conhecimentos teóricos. Na teoria seria impossível fazer células somáticas actuarem como sexuais, pois nas somáticas quase todos os genes estão desligados. Mas, a ovelha Dolly é um exemplo já que foi gerada a partir de células somáticas mamárias retiradas de um animal adulto. A parte nuclear das células, onde encontramos genes, foram armazenadas. Na fase seguinte, os núcleos das células somáticas foram introduzidos dentro dos óvulos de uma outra ovelha, de onde haviam sido retirados os núcleos. Desta forma, formaram-se células artificiais. Através de um choque eléctrico, as células foram estimuladas, após um estado em que ficaram “adormecidas". Os genes passaram a agir novamente e formaram novos embriões, que introduzidos no útero de uma ovelha acabou por gerar a ovelha Dolly.A ovelha Dolly morreu alguns anos depois da experiência e apresentou características de envelhecimento precoce. O telómero (parte do cromossoma responsável pela divisão celular) pode ter sido a causa do envelhecimento precoce do animal. Por isso, o telómero tem sido alvo de pesquisas no mundo científico. Os dados estão sendo até hoje analisados, com o objectivo de se identificar os problemas ocorridos no processo de clonagem.A embriologia e a engenharia genética têm feito pesquisas também com células-tronco e na produção de órgãos de animais, por meio de métodos semelhantes aos da clonagem.

By: Catarina


quinta-feira, março 09, 2006

Imunoterapia

O sistema imunológico do organismo humano tem uma capacidade natural de reconhecer e combatê-las. A imunoterapia ou terapia biológica é um tratamento que estimula e fortalece esta função e costuma ser indicada como tratamento de células cancerosas adjuvante à cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Consiste no mais novo recurso usado no tratamento do cancro, empregando a imunidade do paciente para destruição do tumor. Para isso, manipula-se o sistema imune na busca de aumentar sua competência para lidar com a doença. O sistema imune é formado por diversos tipos de células, especializadas em diferentes funções. Essas células são capazes de produzir dois tipos de proteínas:Anticorpos: são moléculas que se ligam a alvos específicos, inactivando-os ou atraindo as células do sistema imune.Citoquinas: são "sinais químicos" para a comunicação entre as células do sistema imune. Hoje em dia, já dispomos de tipos de mediadores capazes de na terapia do cancro, os Anticorpos Monoclonais. Estes são moléculas de anticorpos produzidas em laboratório específicas contra determinadas substâncias. Em seu desenvolvimento, o principal desafio é encontrar o alvo certo para o anticorpo. Como a célula tumoral deriva de uma célula normal, é necessário que o anticorpo não leve o sistema imune a destruir tecidos sadios. Actualmente estão disponíveis os anticorpos monoclonais:
Rituximab: para o tratamento de Linfoma não-Hodgkin de células B.
Trastuzumab: para o tratamento de tumor de mama recidivo.
Gemtuzumab: para o tratamento de leucemia mielóide aguda.
Edrecolomab: para o tratamento de cancro de cólon.
Cada vez mais, o conhecimento dos genes humanos responsáveis pelo crescimento das células cancerosas leva-nos desta forma a novas fases no tratamento do cancro. Um novo enfoque direccionado ao tratamento do cancro envolve uso destes anticorpos monoclonais. Acredita-se, que os anticorpos monoclonais podem estimular o sistema imunológico para destruir as células cancerígenas.
By: Catarina

Já nasceu o primeiro cão clonado


É um galgo e chama-se Snuppy. O seu nascimento ficou a dever-se aos esforços conjuntos de uma equipa sul-coreana e outra norte-americana.
Depois da clonagem de ovelhas, ratos, vitelos, cabritos, porcos, coelhos, gatos, uma mula e um cavalo, esta é a primeira vez que se consegue usar a técnica para duplicar o “melhor amigo do homem”.
O método de clonagem usado foi idêntico ao usado nas situações anteriores e consiste em transferir a informação do núcleo de uma célula somática para dentro de um ovócito (uma célula reprodutora feminina) previamente desprovido do seu núcleo.

Criados os primeiros clones de embriões humanos

Em Inglaterra, foram clonados três embriões; na Coreia do Sul, 60. Investigadores da Universidade de Newcastle e da Universidade Nacional de Seul anunciaram terem já procedido à clonagem de embriões humanos. É a primeira vez que tal sucede e é comprovado cientificamente.
A clonagem destes embriões destina-se a fins terapêuticos, nomeadamente à produção de células estaminais compatíveis com uma determinada pessoa.
A clonagem de embriões pode revelar-se especialmente útil no tratamento de doenças como a diabetes ou o Alzheimer e, eventualmente, à substituição de órgãos do corpo humano que se encontrem doentes.
Os investigadores da Universidade de Newcastle explicaram que conseguiram clonar um blastócito (um embrião minúsculo, ainda em formação) após transferência do núcleo de uma célula humana.
Tanto na Coreia do Sul, como no Reino Unido, a clonagem humana só é permitida para efeitos terapêuticos, estando proibida a clonagem para fins reprodutivos.

domingo, março 05, 2006

Alergias

Na Europa as doenças alérgicas são a doença crónica mais frequente nas crianças e a sua prevalência continua a aumentar. Em certos países uma em cada quatro crianças sofre de alergias.

O que é a alergia? A alergia é uma resposta inadequada e exagerada do mecanismo de defesa do nosso organismo, o sistema imunológico, a substâncias que normalmente são inofensivas. Estas substâncias, que normalmente não provocam qualquer reacção mas que podem desencadear respostas alérgicas em pessoas mais susceptíveis, são chamadas alergénios.
O que acontece no nosso corpo quando ocorre uma reacção alérgica? Quando um alergénio entra em contacto com o organismo de uma pessoa predisposta a alergias, ocorre uma série de reacções que levam à produção de anticorpos específicos para esse alergénio - as imunoglobulinas E (IgE). Estes anticorpos "colam-se" a células chamadas mastócitos, que se encontram em maior quantidade no nariz, olhos, pele, pulmões e intestino. Da próxima vez que a pessoa entrar em contacto com essa substância, o alergénio é reconhecido e "capturado" pela IgE, o que leva à libertação súbita de mediadores, como a histamina, a partir dos mastócitos. São estes mediadores os responsáveis pelos sintomas da reacção alérgica.
Quais são os alergénios mais frequentes? Os alergénios mais frequentes são os que existem no ar e que podem ser inalados (pólen das árvores ou gramíneas, ácaros do pó, pêlo e dejectos dos animais domésticos, esporos de bolores) ou os que podem ser ingeridos nos alimentos (leite de vaca, ovo, peixe, marisco, amendoim) ou em certos medicamentos (antibióticos). O veneno da picada de insectos (abelha, vespa e mosquito) também pode provocar reacções alérgicas.
As alergias estão a aumentar? Na Europa as doenças alérgicas são a doença crónica mais frequente nas crianças e a sua prevalência continua a aumentar. Em certos países uma em cada quatro crianças sofre de alergias. Estima-se que cerca de 5% a 20% da população, com maior percentagem nas crianças e adolescentes, tenham asma. A dermatite atópica afecta 10%-20% das pessoas durante a infância.
Porque é que apenas algumas pessoas se tornam alérgicas? Ainda não se tem a certeza. O maior factor de risco para o desenvolvimento de alergias é a história familiar de doenças alérgicas. Quando uma criança tem um dos pais com alergias tem um risco de 20% a -40% de vir a ter alguma doença alérgica, se os dois pais forem alérgicos o risco de ser afectada sobe para 40% a 60%. No entanto, o contacto precoce com os alergénios e certos factores ambientais como a exposição ao fumo do tabaco e a poluição atmosférica parecem desempenhar um papel importante.
O que são as vacinas para a alergia? A imunoterapia alérgica é uma forma de tratamento que tem como objectivo diminuir a sensibilidade aos alergénios alterando a resposta imunológica do organismo. Consiste na injecção subcutanêa de quantidades crescentes de alergénios de modo a criar tolerância. O tratamento tem uma longa duração, geralmente 3 a 5 anos. Devido ao risco de reacções adversas deve ser efectuado sob vigilância médica. A imunoterapia é eficaz na asma, rinite e conjuntivite alérgicas e na alergia à picada de insectos. Não é útil no tratamento da dermatite/eczema atópico ou alergias alimentares. Só é recomendada para crianças a partir dos 5 anos de idade.
By: Catarina

sábado, março 04, 2006

Transplantes prometedores para tratar lúpus

Pacientes com o tipo mais grave de lúpus, uma doença crónica do sistema imunitário, registaram claras melhoras depois de receberem um transplante das suas próprias células estaminais.

Em 48 doentes com lúpus eritematoso disseminado (LED) que receberam o tratamento, 50% ficaram sem sintomas cinco anos depois, segundo médicos do hospital Northwestern Memorial de Chicago que realizaram este estudo clínico.O LED é a forma mais corrente e também potencialmente a mais grave desta doença que pode provocar inflamações na pele, articulações e rins. Os pacientes seleccionados sofriam das formas mais graves de lúpus e tinham esgotado todas as opções de tratamento disponíveis.A remitência (diminuição temporária dos sintomas de uma doença) mais longa foi de 7,5 anos no grupo dos 48 doentes e a mortalidade ligada ao tratamento foi 2%. Um estudo análogo feito na Europa e publicado em 2004 deu resultados semelhantes, à excepção da taxa de mortalidade claramente mais elevada de 13%. Segundo os autores da investigação, os resultados deste tratamento justificam um estudo mais vasto para comparar esta terapia com os tratamentos tradicionais que permitem controlar a doença a grande parte das pessoas que sofrem de lúpus.O lúpus, cuja origem é desconhecida, afecta 1,5 milhões de pessoas nos EUA, sobretudo mulheres jovens.As células estaminais, produzidas pela medula óssea, foram colhidas no sangue dos doentes que, durante semanas, foram submetidos a altas doses de quimioterapia que lhes debilitaram o sistema imunitário, já enfraquecido pelo lúpus.As células estaminais foram-lhes injectadas para tentar reconstituir o sistema imunitário. Estas células podem converter-se em qualquer tipo de tecido do corpo."A ideia é dar ao sistema imunitário a possibilidade de combater a doença e, eventualmente, de a curar”.

Fármaco imita mutação genética

O desafio reside na adesão aos tratamentos, que depende de produtos de toma mais confortável

O novo medicamento, chamado de antagonista do receptor CCR5, corresponde a um dos desenvolvimentos mais rápidos da história farmacêutica. O passo inicial para a sua criação começou com a descoberta, em 1996, do gene CCR5 e a constatação de que as pessoas onde esta informação genética era omitida não eram infectadas pelo HIV. Tendo em conta que cada novo medicamento demora em média 15 a 20 anos até chegar ao mercado, estes novos fármacos podem considerar-se recordes.Em cerca de 1,5% da população mundial, as duas cópias deste gene estão "apagadas", o que, em termos práticos, significa que não contraem sida e são imunes à doença. Cerca de 20% da população tem apenas uma cópia defeituosa e estas pessoas acabam por ser infectado pelo HIV e desenvolver a doença, mas com um atraso médio de dois anos em relação aos outros doentes, onde as duas cópias do gene estão normais.O vírus do HIV entra na célula humana, onde se replica, através de receptores. O CCR5 é um dos principais (mas não o único, pelo que, em alguns casos, este antagonista não terá efeito) e, inibida a sua acção, o vírus é impedido de entrar na célula. Logo, não se multiplica e, desta forma, apesar de infectada, a pessoa tem uma capacidade de transmissão da doença quase nula e pode viver anos sem vir a desenvolver a doença. Existem actualmente cerca de 20 fármacos no mercado para o tratamento dos doentes infectados com HIV. A terapêutica administrada é sempre dada em combinação e, no final, o médico terá à sua escolha apenas quatro classes de medicamentos. Os primeiros a aparecer foram os nucleosídeos (inibidores da transcriptase reversa). Foram ultrapassados por um novo grupo que, não sendo proveniente de uma molécula muito diferente, era muito mais potente os não nucleosídeos. Com uma eficácia semelhante, apareceram depois os inibidores da protease e, finalmente, os inibidores da fusão. Teoricamente, entre 60 e 70% dos doentes que tomam correctamente a medicação têm probabilidade de viver sem infecção. Mas o problema reside na adesão ao tratamento. E isso depende do desenvolvimento de produtos de toma mais confortável, mais bem tolerados e mais fáceis de administrar. Para além dos antagonistas do CCR5, outras possíveis terapêuticas estão em investigação por todo o mundo. A par do desenvolvimento de novas drogas (com outros mecanismos de acção), a terapia génica é outra das apostas para o tratamento do HIV no futuro.

Descobertas células imunitárias em ratinhos

Uma equipa de cientistas franceses descobriu um novo tipo de células imunitárias em ratinhos que atacam e destroem tecidos cancerosos por simples contacto. A confirmar-se, a descoberta abrirá caminho para encontrar novas armas contra o cancro.

Uma equipa de cientistas franceses descobriu um novo tipo de células imunitárias em ratinhos que atacam e destroem tecidos cancerosos por simples contacto, o que abre um campo de investigação inexplorado. Trata-se de células pequenas capazes de aniquilar células cancerosas de tamanho entre cinco a dez vezes superior. Os investigadores, especializados no estudo do sistema imunológico, admitem que este fenómeno possa também ocorrer nos humanos. Os cientistas interessam-se desde há algum tempo pelas células dendríticas do sistema imunológico, encarregues da protecção contra diversos agressores do organismo. Situadas no baço, fígado, gânglios ou medula óssea, essas células têm prolongamentos externos muito finos. A missão destas células é dispor os linfócitos contra as agressões de vírus, bactérias ou parasitas no organismo. Deste modo, os linfócitos saem numa espécie de "patrulha", atravessando a corrente sanguínea com a missão de atacar as células agressoras.No entanto, a grande inovação da equipa de especialistas franceses é a descoberta de um subtipo de células capazes de matar directamente as células infecciosas sem qualquer tipo de mediação. Nas experiências desenvolvidas com animais, essas células atacaram as cancerosas, destruindo-as de uma forma rápida e eficaz em apenas quatro horas.

sexta-feira, março 03, 2006

Células estaminais criadas a partir da pele humana


Investigadores conseguiram uma célula com capacidade de diferenciação, pela fusão de células embrionárias com as da pele; descoberta não pode ser usada com fins terapêuticos
Uma equipa de investigadores da Universidade de Havard, Estados Unidos da América, conseguiu criar células estaminais a partir da fusão de células embrionárias com células normais da pele. O que esta equipa de investigadores norte-americanos conseguiu foi "fazer com que uma célula adulta voltasse a ser embrionária, isto é, a célula embrionária vai convencer, pela fusão, a adulta que também é embrionária e portanto ter a capacidade de diferenciação que essa tem".O objectivo final dos cientistas, ainda não alcançado, é criar células, que possam ser usadas com fins terapêuticos, mas sem ter que recorrer a um óvulo humano e sem criar um embrião humano, condicionante que tem levantado problemas éticos em vários países. As células estaminais são as principais células do corpo, utilizadas na regeneração de tecidos, órgãos e sangue. Os investigadores já conseguiram provar que as células estaminais retiradas dos embriões são consideradas as mais versáteis e portanto poderiam ser utilizadas para tratar doenças como o cancro, Parkinson ou Alzheimer. A questão, nos EUA, é a ilegalidade da utilização de células embrionárias para investigação.A equipa de investigadores conseguiu demonstrar com esta nova experiência "que o sistema de células embrionárias tem a capacidade de reprogramar cromossomas de células somáticas adultas depois de uma fusão celular", referem os investigadores.No entanto, este não é ainda o passo que os cientistas desejam, porque esta descoberta tem ainda uma "barreira técnica significativa". As células que foram obtidas pela fusão contêm o dobro do ADN, isto é, contêm cromossomas da célula da pele e da célula embrionária, o que ainda não permite a sua aplicação na medicina."É um problema a resolver, para conseguir desenvolver uma nova tecnologia, que poderá acontecer dentro de 10 a 15 anos".

Publicada nova versão da árvore da vida

Novo método permite integrar mais dados na história da evolução das espécies

Foi desenvolvido e aplicado um método que reconstrói a árvore da vida com a melhor resolução de sempre. Reconstruir a árvore da vida permitirá resumir a história evolutiva da vida na Terra: a forma como as espécies se ramificaram, ou seja, a ordem por que surgiram, umas a partir das outras. Na árvore perfeita, a raiz tem 3500 milhões de anos, representando a espécie a partir da qual descenderam todas as outras. A árvore agora publicada utiliza 31 famílias de genes, representadas por 191 genomas - a maior quantidade de informação utilizada simultaneamente numa reconstrução deste tipo. A análise sugere que a espécie contemporânea mais próxima do ancestral comum (a raiz) a todas as formas de vida na Terra é uma Archaea termófila, a Thermoanaerobacter tengcongensis. As Archaea são um grupo de organismos unicelulares, como os Streptococcus ou os Bacillus, e termófila significa que vive a altas temperaturas. As tentativas de reconstrução da árvore da vida remontam a 1870, quando o cientista alemão Ernst Haeckel esboçou o primeiro diagrama representativo da relação evolutiva entre os animais e as plantas. As ramificações são construídas com base nas relações de descendência: utilizam-se as características comuns, define-se qual o estado ancestral e quais os descendentes. Quanto mais características são utilizadas, maior é a probabilidade de a reconstrução ser verdadeira. As actuais técnicas de análise de ADN permitem utilizar a ordem de nucleótidos (as unidades que constituem uma sequência de ADN) num gene, como características. Mas a quantidade de informação disponibilizada é tão grande que se tornou muito complicado analisá-la. A equipa desenvolveu e utilizou uma metodologia que permite combinar uma quantidade sem precedentes de informação genética, à qual será fácil acrescentar informação nova, à medida que novos organismos forem sequenciados: uma linha de montagem que permitirá actualizar permanentemente as ramificações da árvore.

quarta-feira, março 01, 2006

Engenharia Genética (A Ciência da Vida)


A engenharia genética é uma nova ciência que tem possibilitado a realização de experiências na área da genética, com resultados surpreendentes sobre a vida. Pela sua relação directa ou indirecta com o meio ambiente, a engenharia genética não pode deixar de ter a atenção dos ambientalistas e estudiosos do direito ambiental.Com a divulgação recente em quase todos os meios de comunicação dos primeiros resultados do Projecto Genoma Humano e o grande interesse sobre os transgénicos, a engenharia genética passou a ser alvo de atenção como ciência moderna. Mas, há séculos a humanidade vem fazendo o cruzamento de plantas e animais com a finalidade de melhorá-los para sua utilização e consumo. No fundo tratam-se de experiências genéticas feitas de maneira rudimentar, mas actualmente com o desenvolvimento da biotecnologia, a melhora genética passou a ser feita de forma cientifica, através de técnicas desenvolvidas por uma nova ciência integrante da biotecnologia, conhecida como engenharia genética.
Engenharia genética define-se como o conjunto de técnicas capazes de permitir a identificação, manipulação e multiplicação de genes dos organismos vivos.
Através desta nova ciência é possível a manipulação do DNA, ou seja, do ácido desoxirribonucleico que existe nas células dos seres vivos, e assim recombinar genes, alterando-os, trocando-os ou adicionando genes de diferentes origens e criando novas formas de vida. A engenharia genética possibilita:
· o mapeamento e sequenciamento do genoma das espécies animais, incluindo o ser humano (Genoma Humano) e dos vegetais;
· a criação de seres clonados (copiados);
· o desenvolvimento da terapia genética;
· a produção de seres transgénicos.
Estas novas possibilidades no campo da genética passaram a preocupar governos e grande parte das sociedades envolvidas, pois se o processo for mal direccionado poderá prejudicar o património genético, inclusive irremediavelmente. Por este motivo já há previsão legal tutelando as actividades desta nova ciência.
Assim, o património genético poderá estar comprometido se não houver na engenharia genética uma manipulação ou utilização consciente, sadia, correcta, legal e ética dos recursos que o compõem. Por isso a comunidade científica, o Poder Público e os cidadãos conscientes devem ficar atentos e fiscalizar a aplicação das novas técnicas da engenharia genética, seus resultados e produtos, bem conhecer os termos de sua tutela jurídica e utilizar dos mecanismos legais de protecção através da acção civil pública, em se constatando cientificamente perigo ou dano ao meio ambiente. Aí pode ter aplicação um dos mais importantes princípios do direito ambiental: o princípio da precaução.
By: Catarina