Engenharia Genética

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sábado, março 18, 2006

Gene de peixe ajuda a entender cancro

Um gene identificado em um peixe comum em aquários deu a primeira pista importante para a compreensão da variedade de cores da pele entre seres humanos. Mas a pesquisa não é mera curiosidade científica. O gene também poderá servir de base, no futuro, para tratar uma forma letal de cranco de pele. O peixe de listas horizontais azuis e amarelas, nome científico Danio rerio, é um dos animais favoritos para estudos genéticos. A cor da pele em seres humanos é determinada pelo pigmento melanina, que protege contra radiação ultravioleta que pode causar cranco. A incidência da doença tende a ser maior em populações de pele clara vivendo em locais de sol intenso, como a Austrália. "O melanoma maligno é um cancro de pele altamente letal que no momento não tem tratamento eficaz. O objectivo de um tipo de tratamento, a imunoterapia, é atacar partes das células malignas, e com isso matá-las. Proteínas encontradas nas células de pigmento, de onde deriva o melanoma, são alvos comuns para a imunoterapia", disseram os pesquisadores responsáveis, que identificaram o novo gene. Estes descobriram agora que uma versão alterada de um único gene, chamado slc24a5, faz os paulistinhas terem listas mais claras. A variante é conhecida como "dourada". Seres humanos têm um gene semelhante. Ao ser enxertado em peixes da variedade dourada, ele fez com que a cor do peixe revertesse à cor normal da espécie. "A mudança de um só aminoácido [um dos tijolos que constituem as proteínas] no gene desempenha um papel fundamental na pigmentação e explica por que os europeus têm a pele mais clara que os africanos", disse o responsável pela pesquisa. Os paulistinhas dourados apresentam menos e menores compartimentos chamados melanossomos, onde ficam os pigmentos que dão cor ao animal. Os cientistas acreditam que a proteína cuja receita está escrita no gene slc24a5 possa servir de alvo para terapias.
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